sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Democracia: Monarquia 6 República 1


Durante a monarquia, puderam votar 70% dos homens adultos em Portugal; com a I República, essa percentagem reduziu-se a 30%.
     A I República foi o primeiro regime a excluir expressamente as mulheres da vida cívica, ao negar-lhes por lei o direito de voto.
    A historiografia atual reconhece de forma unanime – mesmo o Fernando Rosas – que a I República não foi um regime democrático. 
     Como refere Rui Ramos “o regime implantado em Portugal em 1910 e que durou até 1926, a chamada I República, tem tão pouco a ver com a atual democracia como o salazarismo”.

adapt. de Paulo Estevão   


Fonte: Caderno Monárquico

UM BOM PARTIDO...


VIP de 25 de Fevereiro de 2014


Fonte: Família Real Portuguesa

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Custo: Monarquia Espanhola Versus Presidência República Portuguesa

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Dos muitos motivos a favor do Sistema de Governo Monárquico, um dos mais racionais e facilmente demonstráveis é o argumento económico-financeiro.
Nesse plano, sem esforço, comprova-se que as Monarquias são mais aforradas que as repúblicas.
É pertinente fazer este verdadeiro e justo confronto de custos, pois numa altura em que o Mundo e particularmente o nosso amado País vive uma crise quase sem precedentes, prova-se que de facto os Monarcas e as respectivas Famílias Reais ficam mais económicos ao Erário Público dos seus países do que os Chefes de Estado das repúblicas. Por esse motivo voltamos, mas de forma mais profunda, a fazer a acareação entre o Orçamento de funcionamento da Casa Real espanhola e o Orçamento de funcionamento da Presidência da República Portuguesa.


A Casa do Rei de Espanha publicitou pela primeira vez as finanças da Família Real em 2011, ano em que o Governo espanhol destinou à Casa Real 8,43 milhões de euros cuja gestão financeira incumbe directamente a El-Rei Dom Juan Carlos I.
De acordo com a Constituição do Reino de Espanha, o Monarca é livre de distribuir os recursos financeiros da forma que entender ser a mais adequada, sendo que esses fundos se destinam à legítima remuneração da Família Real para provir a sua subsistência, mas também pela representação na vida pública oficial, e, tal-qualmente, para financiar o funcionamento da Casa Real e do pessoal.
Assim, no Reino de Espanha, o orçamento real do Palácio da Zarzuela serve para pagar os únicos salários da Casa Real: o do Rei e o da Rainha, o dos Príncipes das Astúrias e o da Infanta Elena. Cobre, ainda, as despesas salariais com os 300 funcionários que trabalham directamente com a Coroa, desde assistentes que têm o salário igualado ao de ministros e secretários de Estado – como o chefe da Casa Real, Alberto Aza -, até às empregadas de limpeza. Destas contas apenas a segurança é paga pelo Ministério do Interior, pois são membros do Corpo de Segurança de Estado.
O Orçamento Real destina-se, também, a custear os gastos quotidianos do Palácio com alimentação, vestuário, as viagens, os carros particulares – que, conquanto de gama média-alta, não embarcam em excentricidades.
Tornadas públicas as contas da Casa Real espanhola, ficou a saber-se que logo em 2010, Sua Majestade o Rei Don Juan Carlos não ficou alheio à crise económica, e que, no segundo semestre desse ano, determinou, ao então presidente do conselho de ministros Zapatero, que a partir de Junho desse ano, providenciasse um corte no orçamento anual da Casa do Rei. Efectuado esse corte, a Casa Real recebeu, em 2010, 8,9 milhões de euros para as suas despesas. Ora como o pagamento é trimestral, feitas as contas, por iniciativa do Rei, houve uma poupança de 1,7 milhões de euros relativamente ao ano anterior.
Examinado o Orçamento do Estado 2010, a Presidência da República Portuguesa teve um Orçamento de Funcionamento no total de 17,464 milhões de euros.
Esquadrinhando ao pormenor as contas da Família Real espanhola: em 2006, a Casa Real espanhola teve um orçamento de 8 milhões de euros, enquanto o Orçamento de Funcionamento da Presidência da República Portuguesa foi de 17,031 milhões de Euros. O valor das atribuições para a Casa Real Espanhola subiu até 2009, alcançando, nesse ano, o tecto máximo de 8,9 milhões. Nesse ano o Orçamento de Funcionamento da Presidência da República Portuguesa foi de 16,800 milhões de Euros.


Com o corte no Orçamento da Casa Real, em 2011, a Monarquia espanhola teve um custo total de 8,43 milhões de euros. Se primeiro Don Juan Carlos I tinha pedido para que o valor se mantivesse no ano de 2011, depois instigou o governo a diminuí-lo. O Orçamento de Funcionamento da Presidência da República Portuguesa foi nesse ano de 2011 de 16,188 milhões de Euros.
Logo, fazendo a ACAREAÇÃO da Monarquia Espanhola com a presidência da república portuguesa, em 2011, a Monarquia custou a cada espanhol 19 cêntimos, enquanto a presidência teve um importo de 1,9 euros para cada cidadão português.


Novamente, em 2012, no âmbito das medidas de austeridade aprovadas pelo Rei e pelo Governo espanhol, o orçamento da Casa Real sofreu um corte de cerca de 5% e os salários dos membros da Família Real e de todos os funcionários uma redução de 15%. Conhecidas as contas reais, ficou a saber-se que do orçamento de 2012 cerca de 300 mil euros foram para o salário do Rei Don Juan Carlos, 146 mil euros para o ordenado do Príncipe Don Felipe e que S.M. a Rainha Dona Sofia, a Princesa Dona Letizia e as infantas Dona Elena e Dona Cristina dividiram, entre si, 375 mil euros/ano.
A presidência da república portuguesa no mesmo exercício orçamental custou 15.139.110 de euros.


O orçamento da Casa Real de Espanha, em 2013, encolheu 2%, passando dos 8,43 milhões de euros para os 8,26 milhões de custo para o Tesouro Espanhol, o montante mais baixo desde 2007. Neste sentido – o da poupança -, também, houve mudanças na representação da Família Real espanhola que tem sido desempenhada sobretudo por SS.MM. os Reis, pelos Príncipes das Astúrias e, ocasionalmente, acompanhando os seus pais, as pequenas Infantas Leonor e Sofia. Desta forma, esse ano, as Infantas Elena e Cristina deixaram de receber gastos de representação.
Em 2013, a verba destinada para o Orçamento de Funcionamento da Presidência da República Portuguesa foi de 15,13 milhões de Euros, e, continuou a manter os 500 funcionários ao serviço, ou seja, mais 200 que a Coroa Espanhola e, também, que a Casa Real Britânica. Logo, por cá, não há grandes medidas [no Orçamento de Estado] de contenção do orçamento de funcionamento da presidência. Além disso, é inaceitável que os ex-presidentes da república conservem as pensões, ditas subvenções vitalícias, que perfazem mais de 200 mil euros/ano por cada um dos três, ao que acresce gabinete com secretária, segurança e automóveis com motoristas.


Em 2014 o orçamento da Casa Real de Espanha é de 7,7 milhões de euros – menos 2% relativamente ao exercício orçamental de 2013. S.M. o Rei Don Juan Carlos, auferirá um salário anual de 220 mil euros; a Rainha 130 mil (45%/salário Rei); o Príncipe das Astúrias, Don Felipe ganhará 100 mil euros/ano; a princesa das Astúrias, Dona Letizia importará 35% do salário do Rei, isto é, 77 mil euros – menos de metade do que receberia como Pivô da TVE; por fim a Infanta Elena tem um salário de 25 mil euros/ano.
Por cá, de acordo com o Orçamento Geral do Estado 2014, o Orçamento de Funcionamento da Presidência da República Portuguesa será sensivelmente o mesmo.


Assim sendo, com as respectivas contabilidades apuradas conclui-se que A MONARQUIA ESPANHOLA CUSTA MENOS DE METADE DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA; mensurem-se as dimensões dos dois Países e retirem-se as devidas conclusões.
Este Argumento É, claramente, uma MAIS-VALIA da MONARQUIA!

Fontes:
. Jornal El Mundo
. Orçamento Casa Real Espanhola 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014
. Orçamento Geral do Estado 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014


Miguel Villas-Boas

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O terrível "Absolutismo"


No tempo do "absolutismo", os concelhos no Reino e no Ultramar eram unidades políticas representativas e autónomas, gozavam de privilégios, foros e liberdades, eram governados pelas elites locais e possuíam riqueza, força negocial, produção legislativa e autodeterminação. A simples visita de um aristocrata, de um prelado, um juíz de fora, um cobrador de impostos, a passagem de uma coluna militar ou a visita do Rei ou de um seu representante careciam de autorização do corpo representativo. Quando Lisboa se lhes impôs, passaram a ser governados do Terreiro do Paço, foram submetidos à tributação fiscal, perderam isenções, privilégios e liberdades, viram a representação usurpada por políticos profissionais e por governadores. No tempo do "absolutismo", eram cidadãos de concelho todos os homens livres maiores de idade. Quando isso acabou, o corpo eleitoral passou a ser censitário e fixado nos limites dos beati possidenti, dele se excluindo todos quantos não fizessem prova de posse de propriedade e riqueza. A cidadania plasmada pela Constituição Histórica e pela indiferenciação dos súbditos perante o Rei foi substituída por uma abstracção de "cidadania" que ainda hoje se contenta em enunciar direitos desligados da capacidade interventiva das pessoas.

No tempo do "absolutismo", eram portugueses de direito todos os cristãos que vivessem nos concelhos do Reino ou do Ultramar e aceitassem os princípios da monarquia orgânica de poder indirecto. Da costa de África aos confins do Oriente, as comunidades auto-governavam-se, não havia distinção de origem étnica, a posse do património público era fiscalizado, as instituições matriciais da unidade social - o concelho e a misericóridia - regiam-se por regimentos próprios. Quando tudo isso foi proscrito, os naturais passaram a súbditos, logo depois colonizados e a ideia de "português" foi varrida pelo preconceito racial. De longe chegaram em catadupa leis, regulamentos, avisos e burocratas estranhos ao meio e a propriedade pública e das missões foi usurpada por administradores nomeados pelo centro do poder distante e cego.

No tempo do "absolutismo", sobretudo na sua fase final, governantes notáveis houve que propugnaram a via da industrialização (José Acúrcio das Neves) e da revitalização global do comércio português (Miguel de Arriaga) no quadro da parceria luso-britânica. Portugal, através do ainda polémico tratado de Comércio e Navegação Luso-Britânico de 1810, passou a ser, de facto, uma economia liberal e capitalista, mercê da aplicação do alvará com força de lei de 4 de Fevereiro de 181, que procurou organizar o livre comércio entre as diversas partes do império. Depois, tudo caiu nas mãos de banqueiros, prestamistas e usurários.

Miguel Castelo-Branco

Fonte: Combustões

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Porque morreu D. Carlos



Porque morreu na guilhotina Luís XVI? Temerária pergunta, porque não é lícito a ninguém afirmar seguramente o que sucederia no futuro, uma vez alterados os factores que o determinaram no passado. A história, porém, mostrando-nos que o governo de Turgot poderia ter evitado a revolução francesa, permite-nos com alguma plausibilidade dizer: Luís XVI morreu porque demitiu Turgot, entregando assim a coroa à camarilha, que por seu turno a entregou ao Terror. Contradição flagrante na lógica das coisas: em circunstâncias análogas, Luís XVI morre por ter tido a fraqueza de demitir Turgot; D. Carlos morre por ter cumprido o arriscado mas patriótico dever de não demitir João Franco.

Ramalho Ortigão in «Rei D. Carlos - O Martirizado».


D. DUARTE E D. ISABEL DE BRAGANÇA REVELAM EM BRAGA OS SEUS VOTOS PARA 2014

LUX de 27 de Janeiro


Fonte:
PPM Braga

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

SAR, DOM DUARTE NA IMPOSIÇÃO DA COMENDA DA REAL ORDEM MILITAR DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE VILA VIÇOSA

Comenda da Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa


Momento da imposição por S.A.R. Dom Duarte Pio o Duque de Bragança no Estandarte da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lisboa da Comenda.


Momento da entrega por S.A.R. Dom Duarte Pio o Duque de Bragança ao Presidente da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lisboa Dr. Pedro Montargil o Visconde de Montargil da Carta de Comendador Honorário da Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

A Singularidade da Monarquia Portuguesa!

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Portugal é um País quase Milenar, construído a golpes de espada e heroicidade que durante 771 anos (1139 a 1910) foi conhecido e reconhecido como Reino de Portugal e dos Algarves.
Caso único no Mundo é um facto que, desde Dom Afonso I Henriques, a Monarquia Portuguesa conheceu quatro Dinastias, todas elas pertencentes à mesma Família.
Portucale foi conquistada em 711 d.C pelos Mouros, mas logo em 868 d.C., o galego Vimara Peres, vassalo do Rei de Leão, Galiza e Astúrias reconquistou a região entre Douro e Minho, incluindo Portucale, e fundou o primeiro Condado de Portucale, assim designado para diferenciar do restante território, e que foi governado pelos seus descendentes, até à derrota de Nuno II Mendes pelo rei Garcia II da Galiza na Batalha de Pedroso, em 1071.
Falecido Garcia II, em 1091, o Rei Afonso VI de Leão e Castela retomou a unidade dos Estados Paternos. Porém, intensificaram-se as acometidas dos Almorávidas o que precipitou a distribuição dos poderes militares e por esta altura os territórios passaram para a administração de Raimundo de Borgonha casado com D. Urraca. Entregue a Raimundo, este, não conseguiu defender eficazmente a linha do Tejo – tendo perdido Lisboa que fora cedida aos Reis de Leão pelo califa de Badajoz. Assim Afonso VI decidiu fortalecer ainda mais a defesa militar ocidental, dividindo em duas a zona atribuída inicialmente a Raimundo, entregando a mais exposta a Henrique da Borgonha.
O nosso conde D. Henrique, apoiado pelos interesses políticos da Ordem de Cluny, imiscuiu-se estrategicamente e com ambição na política do Reino, conquistando a sua pretensão poder junto das Cortes. A fim de aumentar a população e valorizar o seu território, D. Henrique deu foral e fundou novas povoações, entre elas a vila de Guimarães, atraindo para ali, com várias regalias, muitos dos seus compatriotas francos.
Em Guimarães fixou D. Henrique a sua habitação, num Paço, dentro do Castelo que ali fora edificado no século anterior. Em 1112, faleceu o conde D. Henrique e, durante a menoridade do seu filho Afonso Henriques, a governação do condado passou para a viúva Dona Teresa.
Em 1121, esta, auto-intitulou-se «Rainha», mas os conflitos com o Clero e a sua relação com o fidalgo galego Fernão Peres, a quem entregara o governo dos distritos do Porto e Coimbra, originou a insurreição dos Portucalenses e do próprio filho o Infante D. Afonso Henriques, invariavelmente afastados, por forasteiros, da gestão dos negócios públicos.
Em 1125, com apenas 14 anos de idade, o efebo D. Afonso Henriques – conforme o uso e costume dos reis – arma-se a si próprio cavaleiro tornando-se assim guerreiro independente.
Em 1128, trava-se a Batalha de São Mamede entre os partidários do infante Dom Afonso e os de Peres de Trava, nobres galegos, aliados de sua mãe, Dona Teresa. Derrotada a mãe, D. Afonso Henriques assume integralmente os destinos do condado Portucalense.
Com duas frentes de Batalha – uma contra Leão e Castela, outra contra os mouros – Dom Afonso Henriques consegue uma importante vitória contra os muçulmanos na Batalha de Ourique, em 1139, e Declara a Independência. Nascia, assim, em 1139, o Reino de Portugal e a sua 1.ª Dinastia, com El-Rei Dom Afonso I Henriques de Borgonha.
O reino de Castela e Leão reconheceu no Tratado de Zamora a Independência de Portugal e por isso ocorreu, em 5 de Outubro de 1143, a Fundação da Nacionalidade portuguesa. Mas, o reconhecimento definitivo da Independência só ocorreria em 23 de Maio de 1179 com a Bula Manifestis Probatum, onde o Papa Alexandre III reconhece Dom Afonso I, então com 70 anos de idade e 51 de reinado, como Rex Portucalensis.
Assim, a 1.ª Dinastia descendeu inequivocamente do 1.º Rei de Portugal; já a 2.ª Dinastia, a de Avis, teve como fundador Dom João I, filho ilegítimo de Dom Pedro I – penúltimo monarca da Dinastia de Borgonha – e de Teresa Lourenço, sendo, portanto, Dom João I meio-irmão de Dom Fernando I, último rei da 1.º Dinastia.
Em 1383, El-Rei D. Fernando morreu sem um filho varão, que herdasse a coroa. A sua única filha era a infanta Dona Beatriz, casada com o rei Don Juan I de Castela. A burguesia mostrava-se insatisfeita com a regência da Rainha Dona Leonor Telles de Menezes e do seu favorito, o conde Andeiro e com a ordem da sucessão, uma vez que isso significaria a anexação de Portugal por Castela. As pessoas alvoroçaram-se em Lisboa, o conde Andeiro foi morto e o povo pediu ao Mestre de Avis, Dom João, filho natural de Dom Pedro I, que ficasse por regedor e defensor do Reino.
O período de interregno que se seguiu ficou conhecido como crise de 1383/85. Finalmente a 6 de Abril de 1385, Dom João, mestre da Ordem de Avis, é aclamado Rei pelas Cortes reunidas em Coimbra, mas o rei de Castela não desistiu do direito à Coroa de Portugal, que entendia advir-lhe do casamento.
Perante a revolta da população portuguesa em vários pontos e cidades do Reino de Portugal, o Rei de Castela, decidiu em 1384 entrar em Portugal. Entre Fevereiro e Outubro deste ano montou um cerco a Lisboa, por terra e por mar.
Uma frota portuguesa vinda do Porto enfrentou, a 18 de Julho de 1384, à entrada de Lisboa, a frota castelhana, na batalha do Tejo. Os portugueses perderam três naus e sofreram vários prisioneiros e mortos; no entanto, a frota portuguesa conseguiu romper a frota castelhana, que era muito superior, e descarregar no porto de Lisboa os alimentos que trazia. Esta ajuda alimentar veio-se a revelar muito importante para a população que defendia Lisboa.
O cerco de Lisboa pelas tropas castelhanas acabou por não resultar, devido à determinação das forças portuguesas em resistir ao cerco, ao facto de Lisboa estar bem murada e defendida, à ajuda dos alimentos trazidos do Porto e devido à epidemia de peste negra que assolou as forças castelhanas acampadas no exterior das muralhas.
Em Junho de 1385, Don Juan I decidiu invadir novamente Portugal, desta vez à frente da totalidade do seu exército e auxiliado por um forte contingente de cavalaria francesa, mas acabaria derrotado, na de boa-memória, Batalha de Aljubarrota.
A Batalha de Aljubarrota, na qual Portugal obteve uma vitória esmagadora, ocorreu ao final da tarde de 14 de Agosto de 1385 e opôs o exército português – e os seus aliados ingleses – capitaneado pelo Santo Condestável, Dom Nuno Álvares Pereira, contra o exército de Castela e Leão. Este acontecimento tão relevante da História de Portugal representa uma das raras grandes batalhas campais da Idade Média entre dois exércitos régios. No campo militar significou a inovação de uma táctica, onde os homens de armas apeados foram capazes de vencer a poderosa cavalaria medieval. No campo diplomático, permitiu a aliança entre Portugal e a Inglaterra, que perdura até aos dias de hoje.
A paz definitiva com Castela só veio a ser assinada em 1411 e para assinalar o acontecimento, Dom João I mandou iniciar, no local, a construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, conhecido por Mosteiro da Batalha.
Resolvida a disputa que dividia o Reino de Portugal do Reino de Castela e Leão, seguiu-se o auge da Dinastia de Avis e foi tempo da afirmação de Portugal como Reino Independente. Iniciou-se umas das épocas mais grandiosas da História de Portugal, a época dos Descobrimentos, liderada por El-Rei Dom João I de Portugal e pela sua Ínclita Geração.
Extinta a Dinastia de Avis, com o falecimento do Cardeal-Rei Dom Henrique e a debandada de Dom António, Prior do Crato, provocada pelos castelhanos, o trono de Portugal passou para Filipe II de Espanha, I de Portugal, e que originou a 3.ª Dinastia, a Filipina ou dos Habsburgos. Filipe I de Portugal era filho de Dona Isabel de Portugal, irmã do Cardeal-Rei e de Dom João III, e portanto neto do Rei Dom Manuel II de Portugal.
Entende-se que de acordo com a Lei e o Direito Consuetudinário portugueses, Filipe, sendo um Príncipe estrangeiro, não tinha direito ao trono português, tanto mais que havia, segundo estas leis do País um candidato natural e legítimo: Dona Catarina, Duquesa de Bragança, e tal como Filipe I, neta d’ El-Rei Dom Manuel II.
Recorde-se que a Sereníssima Casa de Bragança teve a sua fundação em Dom Afonso I, filho ilegítimo de Dom João I e de Inês Pires, uma mulher solteira. Tendo sido legitimado pelo Rei que lhe concedeu o título de conde de Barcelos, Dom Afonso contraiu matrimónio com a filha de Dom Nuno Álvares Pereira, Dona Beatriz Pereira Alvim. Mais tarde, já na regência do seu meio-irmão Dom Pedro, foi por este concedido a Dom Afonso, o título de Duque de Bragança. Assim a Revolta de 1640 não veio mais do que, pondo os pontos nos is, repor a legalidade.
Com a revolução Liberal no século XIX surgiram, dentro da Dinastia de Bragança, dois ramos reais: o Liberal de Dom Pedro IV e o Legitimista de Dom Miguel I.
À descendência do rei Dom Pedro IV dá-se o nome de “Bragança-Saxe-Coburgo e Gotha” pelo facto dos seus reais membros descenderem do casamento da Rainha Dona Maria II, da Casa de Bragança, com o príncipe D. Fernando II, da Casa de Saxe-Coburgo e Gotha e foi este ramo que reinou em Portugal até ao derrube da Monarquia pela revolução republicana de 5 de Outubro de 1910. O último Rei de Portugal, Dom Manuel II, faleceu no exílio, em 1932, sem descendência.
Por tudo isto e apesar de terem existido Quatro Dinastias a reinar em Portugal, todas representaram uma continuidade do primeiro Monarca, El-Rei Dom Afonso I e, mesmo, fruto da política de casamentos muitas das Casas Reais Europeias descendem deste antepassado comum, assim como de São Nuno de Santa Maria.

Miguel Villas-Boas

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Quanto vale uma Rainha

Manter uma Rainha é muito caro – mas o retorno é ainda maior

Colocada ao lado das grandes empresas britânicas, a ‘marca’ da família real valeria, entre propriedades, turismo e valor agregado, cerca de 53,92 mil milhões de euros

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O valor comercial da Família Real britânica ultrapassa 44,5 mil milhões de libras .
De tempos em tempos, a família real é acusada de onerar demasiado para os cofres públicos da Grã-Bretanha. De facto, manter as imensas propriedades reais requer uma quantia de dinheiro considerável por ano. Somente o Palácio de Buckingham – residência oficial da rainha e onde está localizado seu escritório, em Londres – abriga nada menos que 775 quartos sob uma colossal estrutura de 77.000 metros quadrados (o equivalente a 8,5 campos de futebol). Mais de 800 funcionários circulam pelo local em funções que variam das mais comuns, como limpeza e manutenção, até algumas impensáveis, exemplo dos responsáveis pela limpeza de lareiras e pelo hastear de bandeiras. Num ano normal, a rainha abre as portas do Palácio a mais de 50.000 pessoas, em banquetes, almoços, jantares e recepções. Só no Jubileu (comemoração dos 60 anos de reinado), foram recebidos mais de 3 milhões de convidados .
Para arcar com todos estes custos, há quatro fontes públicas de renda para financiar a Rainha, os seus familiares e funcionários: a Lista Civil, que atende às necessidades da monarca como chefe de estado e da Comunidade Britânica (Commonwealth);um fundo destinado exclusivamente aos gastos públicos e pessoas da realeza;um fundo especial do governo para a manutenção dos palácios reais; e, por fim, um fundo especial do governo para viagens, incluindo custos aéreos e ferroviários para deslocamentos associados a compromissos oficiais. De acordo com a rede britânica BBC, nas últimas seis décadas, Elizabeth II fez 261 viagens internacionais, entre as quais 96 foram visitas de estado a 116 países, que incluíam destinos pouco conhecidos, como as minúsculas Ilhas Cocos – um território australiano habitado por apenas 596 pessoas. Isto sem considerar as viagens feitas pelos herdeiros da coroa em nome dela – os príncipes Charles, William e Harry.
Mas esse é apenas o ónus de se manter a família real mais tradicional e conhecida do mundo. Porque é também esse status de celebridade conferido a ela que abre caminho para um bónus ainda maior a todo o país. Segundo um estudo divulgado no início desta semana pela consultoria britânica Brand Finance – especializada em avaliação e gestão de marcas -, o valor comercial da realeza britânica já supera 44,5 biliões de libras. A pesquisa sugere que, se fosse colocada à venda como qualquer outro negócio, a monarquia valeria mais do que as redes de supermercado locais Tesco (33 biliões de libras) e Marks & Spencer (7,4 biliões de libras) juntas, por exemplo. Assim, a coroa não só devolve todos os seus gastos aos cofres públicos como também leva uma série de benefícios ao país, principalmente em forma de turismo.
‘Firma’ – Não é de se estranhar, portanto, que o apelido de “firma” lhe caia tão bem. Só a Festa de Jubileu da rainha representou um lucro em turismo de 924 milhões de libras. Do valor total da “marca” família real, 18 mil milhões de libras cobririam o valor das jóias da coroa e das propriedades reais, considerados bens materiais por ora intocáveis. Já os outros 26,5 biliões de libras  referem-se aos benefícios económicos imediatos, ao impulsionar o turismo e a indústria local. “A monarquia é um poderoso apoio para marcas de indivíduos, de empresas e do próprio país. Ela contribui de forma significativa para impulsionar o crescimento econômico da Grã-Bretanha em sua tentativa de tirar o país da recessão”, destacam os especialistas responsáveis pelo relatório.
Segundo David Haigh, presidente-executivo da Brand Finance, a realeza – ao ser colocada dentro dos círculos das finanças corporativas com valor de capitalização de mercado – é visto como uma das marcas mais valiosas do país. O documento analisa desde activos físicos – como a colecção de obras de arte que sozinha vale 10 biliões de libras – e intangíveis – como resultado da publicidade gratuita feita no exterior (cerca de 500 milhões de libras por ano). Somado, esse montante supera em muito os valores gastos em segurança (3,3 biliões de libras), na Lista Civil (461 milhões de libras), em viagens (195 milhões de libras), entre outros. “Tudo isso é compensado pela sua contribuição à economia da Grã-Bretanha, especialmente durante grandes eventos reais”, acrescenta o estudo. É compreensível, portanto, que a Coroa inglesa viva um momento de popularidade recorde num país onde 70% da população acredita que estaria pior sem a monarquia.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

REVISTA SIM: OS DUQUES DE BRAGANÇA FORAM, NOVAMENTE, OS CONVIDADOS DE HONRA DO JANTAR DE REIS

Revista SIM Minho de 4 de Fevereiro de 2014

D. Duarte Pio de Bragança e D. Isabel de Herédia foram, novamente, os convidados de honra do Jantar de Reis, organizado pela quinta vez consecutiva.

D. Duarte esteve em visita pela região durante o dia e teve a oportunidade de alertar para a “necessidade urgente de preservação do património edificado”, lembrou também que “só apostando na tradição nacional o país se reerguerá”. “O estado deveria financiar a recuperação de espaços importantes como este, um símbolo para a cidade de Braga. Mas se não cumpre a sua obrigação, temos que ser nós a fazê-lo”, lamentou, acrescentando que “estamos a perder as nossas referências. Este jantar permite relembrar às pessoas que temos produtos e tradições fantásticas em Portugal. Sempre defendi a sua preservação.”

Manuel Beninger, do PPM Braga, estava satisfeito com a adesão ao jantar e com o objectivo, mais uma vez, cumprido. “Neste dia, promovemos acima de tudo a marca Portugal. Estão presentes várias confrarias nacionais, grupos populares, produtos regionais de excelência. Acima de tudo, este dia é um dia de exaltar o que melhor se faz no país e lutar um pouco contra a falta de valores e crise de identidade a que assistimos diariamente. D. Duarte personifica a defesa do que é português”, defende Manuel Beninger.

O proveito do jantar que reuniu mais de 350 pessoas reverteu a favor da Confraria do Sameiro, responsável pela recuperação do telhado do Sameiro. D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga era um homem feliz com mais uma demonstração de solidariedade, porque permitirá conservar “património icónico de uma região. Temos que dar os parabéns por esta iniciativa.”

Fonte: PPM Braga

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Por que sou Monárquico?

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Poderia começar esta breve reflexão dizendo apenas: Perguntem à República!

Mas é muito mais do que isso. Trata-se de uma constatação de factos óbvios e irrefutáveis.

- Foi a República que nos trouxe à actual situação!

Mas, verdadeiramente, sou Monárquico, porque vejo na Família Real Portuguesa uma ligação com a História de Portugal, um País que lutou pela sua Liberdade e Independência, mais do que uma vez! E é muito mais do que por uma razão Histórica. Trata-se de constatar a realidade das Monarquias Europeias e outras, que são regimes democráticos e com elevados níveis de desenvolvimento, o que lhes permite, por exemplo, encarar melhor situações mais difíceis.

Não se trata apenas de ter uma Família Real!

Trata-se de todo um sistema que funciona com base na confiança entre os Cidadãos e as suas Instituições Representativas!

Certa vez escrevi, que a Monarquia é um Projecto de Democracia Real. E é mais do que isso: é a criação, continuação e garantia da continuidade de um projecto nacional forjado pela História, que nos trás experiência, pelo seu ADN, e que nos ensina no momento presente a prepararmos o futuro com realismo, com responsabilidade e com orgulho patriótico! E neste projecto cabem todos os Portugueses, não importa que ideologia defendem. Acima de tudo, precisamos, urgentemente, de defender Portugal!

É por isso que sou Monárquico! Porque quero lutar por um País melhor! E comparando a época da Monarquia, com a época republicana, as diferenças são tão óbvias que nem merecem discussão. E estou certo que a Democracia, o Sufrágio Universal, a Escolaridade para todos os Portugueses, a Separação da Igreja, do Estado, etc, etc, mais cedo ou mais tarde iriam se dar no século XX. E não teria sido necessário derramamento de sangue, anarquia, ditaduras e conflitos armados.

Hoje, Portugal precisa de uma mudança que lhe garanta um futuro. Acredito que a Monarquia é a solução, e aqui estou, na linha do serviço, com Lealdade à Família Real Portuguesa, procurando lutar por um futuro que garanta a viabilidade de Portugal, como Nação Livre e Independente! Viva o Rei Dom Duarte! Viva Portugal!

Sou um Cidadão Monárquico Português, com muito orgulho!

David Garcia

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

S.A.R. DOM DUARTE DUQUE DE BRAGANÇA NA INVESTIDURA DA REAL ORDEM DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE VILA VIÇOSA




Lisbon, 6 February 2014. HRH Prince Charles of Bourbon Two Sicilies, Duke of Castro and Grand Master of the Sacred Military Constantinian of St George was invested as a Knight Grand Cross of the Royal Order of the Immaculate Conception of Vila Viçosa at a ceremony held at Lisbon Cathedral.


The investiture ceremony and mass was presided over by the head of the Roman Catholic Church in Portugal, His Beatitude Manuel III, Patriarch of Lisbon.
The insignia and diploma were presented to the Duke of Castro by HRH Dom Duarte, Duke of Braganca, Head of the Royal House of Portugal and Grand Master.
This investiture marks another milestone in the warm and cordial relations between both Royal Houses of Naples and Portugal. The late Prince Ferdinand, Duke of Castro was a previous recipient of this Order.


Anthony Bailey with HRH Prince Dom Afonso de Bragança.


The Order was created by King John VI of Portugal in 1818 and is primarily bestowed upon Heads of State and Royal Houses, members of the Portuguese nobility and on Portuguese and foreign nationals in recognition of their services to the Portuguese Royal House, the Catholic Church and to charitable endeavour in Portugal and abroad.

Over 200 persons attended the ceremony and a formal luncheon was held before the ceremony at the Turf Club hosted by TRH The Duke and Duchess of Braganza.








On the eve of the investiture at the residence of the Delegate for Portugal of the Constantinian Order, HE Baron Miguel Horta e Costa a dinner was held in honour of HRH The Duke of Castro. Among those attending were TRH The Duke and Duchess of Braganza, TRH Prince and Princess Charles-Philippe of Orléans, Duchess Claudine of Cadaval, Diane de Polignac de Barros, HE Miguel de Polignac de Barros, Ambassador of the Sovereign Order of Malta to the Portuguese Republic, HE Mr Anthony Bailey, OBE, Grand Magistral Delegate for Inter-Religious Relations of the Constantinian Order and former Lord Mayor of London Sir Gavyn Arthur.


Shortly before the ceremony the Duke of Castro and accompanying delegation called upon the Apostolic Nuncio to the Portuguese Republic, HE Archbishop Rino Passigato at the Apostolic Nunciature in Lisbon.

Fonte: Centro de Estudos Ordens Dinásticas Portuguesas
Publicado por: PPM Braga

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Da representação do todo nacional


A legitimidade da representação do todo nacional deve situar-se idealmente num plano mais profundo do que a facção e a ambição. A resposta a esta procura, atestada por muitos séculos, comprovadas as pessoas, homens ou mulheres, é a hereditariedade. A representação do todo nacional e do Estado não é tarefa para o desejo, não é uma questão de opinião, porque não deverá entrar no campo da luta de facções ou ser meta para alguma ambição pessoal. Estas condições são próprias da instituição monárquica, enquanto representa a História, o Estado e a Comunidade nacional, pois é serviço livremente aceite e não meta a ambicionar.

Pedro Correia

CERIMÓNIA DA ENTREGA FORMAL DO QUADRO DA PRINCESA SANTA JOANA AO MUSEU DE AVEIRO

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CAMPANHA 1 MILHÃO DE ABRAÇOS

S.A.R., A Senhora Duquesa de Bragança ajudou na Campanha 1 milhão de abraços e com o apoio da Cerelac. A partir de agora, por cada abraço que der, os bebés apoiados pelo Banco do Bebé receberão uma refeição de papa Cerelac. Queremos atingir os 100.000 abraços. Basta aceder à página da Cerelac no Facebook e “clicar” em “dar um abraço”.

Por cada “clique” um dos nossos bebés receberá uma refeição de Cerelac.

Abrace esta causa!




domingo, 16 de fevereiro de 2014

Honi soit qui mal y pense

Muito se tem escrito sobre as aventuras amorosas do presidente da República francesa. Depois de uma duradoira união de facto com a mãe dos seus filhos, passou a conviver com outra senhora, que com ele habitou no Eliseu, até à data em que a imprensa descobriu um novo episódio na atribulada vida sentimental de Hollande. Indignada com o 'affaire', a ex-primeira-dama abandonou recentemente o palácio presidencial.

Entendem alguns que a vida privada é coisa que só ao próprio respeita. É possível que assim seja. Mas será eticamente legítimo que um titular de um cargo público partilhe as instalações a que tem direito, por razão do seu ofício, com alguém com quem não está casado? É razoável que o presidente viva, com o cônjuge, na residência oficial mas, tratando-se de um espaço custeado pelo erário público, não é aceitável que nele habite com amizades ocasionais.

Parece óbvio que o presidente não deve levar para o Eliseu a sua actual amiga, nem o deveria ter feito com a sua agora ex-companheira porque, não sendo legalmente suas esposas, nenhuma delas tem direito ao estatuto de primeira-dama. O contrário é confundir a vida privada com responsabilidades públicas. Hollande é livre de viver com quem quiser, mas não pode pretender que se outorguem os privilégios exclusivos do consorte presidencial a quem com ele não é casado.

A bem dizer, também o estatuto de 'primeira-dama' tem que se lhe diga. Compreende-se que a mulher do rei seja rainha porque, na monarquia, mais do que o indivíduo, é a família que representa a nação. Mas no regime republicano, o chefe de Estado é-o a título pessoal, pelo que não faz sentido que associe à sua função os seus familiares. Até porque, como neste caso, há candidatas ao lugar que 'damas' talvez sejam, mas 'primeiras' decerto que já não são …

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada

Fonte: Povo

SAR, D. Duarte de Bragança na apresentação da Tertúlia Tauromáquica D. Miguel I em 1979


S.A.R. D. Duarte de Bragança honrou-nos com a sua presença no Solar do Vinho
do Porto na festa de apresentação da Tertúlia Tauromáquica D. Miguel I


Por Miguel Alvarenga - Era Dezembro de 1979, tínhamos todos 20 anos e foi ao balcão do"Gambrinus", algumas imperiais depois (servidas pelo velho Domingos), que nasceu a ideia de formarmos a Tertúlia Tauromáquica D. Miguel I. Eu e mais três bons amigos. O Vítor Escudero, meu amigo de infância, filho do saudoso Manolo Escudero, o braço-direito de Manuel dos Santos e um dos fiéis pilares da empresa do Campo Pequeno (falecido no mesmo acidente em Vendas Novas onde também morreu o antigo matador e empresário); o José da Cunha Motta, que era um jovem monárquico e um grande aficionado; e o João Pedro Núncio Cecílio, neto de Patrício Cecílio, o grande mestre dos toureiros, da Golegã.
Dizíamos na nota de apresentação que enviámos aos orgãos de Comunicação Social que "não somos nem pretendemos ser os salvadores da Festa, mas estamos cientes de que contribuiremos para que a Festa se salve", frisando que surgíamos "para marcar uma presença jovem neste tão atribulado mundillo dos toiros, numa altura em que a Festa atravessa um momento que de modo algum poderemos considerar dos melhores, já que as fraudes, as adulterações e as mais diversas jogadas se vão fazendo nas costas do público aficionado".
"Ao designarmos a nossa tertúlia de D. Miguel I quisemos de uma forma despretenciosa, mas significativa, homenagear aquele que foi o Rei-Toureiro e cuja alma era o reflexo da alma nacional", explicámos.
"Defender a verdade, a dignidade, a pureza e a seriedade da Festa de Toiros, bem como propagandeá-la e prestigiá-la na sua dimensão inequivocamente tradicionalista e representativa dos mais verdadeiros e elementares valores morais e culturais desta Pátria e deste Povo com mais de oitocentos anos de História" eram os objectivos primordiais e as intenções que nos faziam avançar.
Anunciámos também a atribuição anual do "Prémio Tertúlia Tauromáquica D. Miguel I" e o primeiro distinguiu o Grupo de Forcados Amadores de Santarém. Explicámos porquê: "Ao atribuirmos o nosso prémio aos homens das jaquetas de ramagens, queremos não só homenagear os seus actuais elementos, que tantas tardes de glória têm alcançado nestas últimas épocas, com especial relevência para a deste ano, mas também relembrar esses grandes forcados que foram Ricardo Rhodes Sérgio, Jorge Duque, Mascarenhas, Mário Brilhante, José Manuel Souto Barreiros e tantos outros".
A apresentação oficial da Tertúlia D. Miguel I teve lugar a 18 de Dezembro desse ano de 1979 no carismático Solar do Vinho do Porto, na Rua de São Pedro de Alcântara (Lisboa), com um "Porto de Honra" que reuniu a fina-flor da crítica taurina, alguns toureiros - entre os quais, o então promissor Vitor Mendes - e que teve a honrosa e especial presença de S.A.R. o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança. O troféu aos Forcados de Santarém foi entregue a Carlos Empis, ao tempo seu cabo.
Correu tudo às mil maravilhas, mas a verdade é que nos anos seguintes a Tertúlia foi "adormecendo", talvez por que outros valores se levantaram nas nossas vidas e o tempo foi faltando, até praticamente desaparecer. Realizámos mais alguns eventos, mas depois "fechámos a porta".
Anos mais tarde, em Janeiro de 1991, o jornalista e crítico taurino Manuel de Andrade Guerra, nosso querido amigo, retomou as rédeas da Tertúlia D. Miguel I, que passou então a utilizar a designação de Real Tertúlia com a concordância expressamente manifestada por S.A.R. o Duque de Bragança. Até hoje.



Carlos Empis, cabo dos Forcados de Santarém, os nossos primeiros premiados,
na festa de apresentação da Tertúlia D. Miguel I, com S.A.R. o Duque de Bragança,
João Alarcão e o jornalista Hernâni Saragoça



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

TERTÚLIA FIM DO IMPÉRIO


Fonte: O Adamastor

POVO SEM REI NÃO É POVO

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O Rei é a peça mestra da Nação, realidade facilmente demonstrável, também, a nível teórico – se não bastassem os exemplos das monarquias constitucionais europeias contemporâneas. Sem distâncias marmóreas, o Rei tem implicitamente em mira a felicidade do Seu Povo e o bem do País. O Rei compartilha das preocupações do Povo, resultado de uma longa preparação e auscultação, pois sem dar a impressão de consentir na facilidade, como escreveu o grande Eça de Queiroz, no panegírico “A Rainha”, «No tempo dos nossos velhos reis, ao contrário, todos os educadores de príncipes lhes ensinavam o alto dever real de comunicar docemente com o povo.»
O Rei não reclama da dificuldade de ler o Povo, pois, dispondo-se a tal, porque ao seu serviço, mobiliza a Sua vontade para a leitura da especificidade da condição humana. O Monarca perscruta, analisa cada camada, aprende na sua verdade, e através de uma atitude racional chega ao que acredita será o reflexo da vontade do Povo, não temendo assumir-se como a figura que entende o espírito do mesmo. Essa é uma tarefa infinita, que começa com a educação do herdeiro presuntivo da Coroa, não uma realidade que se pode apreender de um momento para o outro.
Para conhecer o Povo é necessário dirigir-se à própria matéria, face a face, acompanhá-la, permitir a espontaneidade, sair da confortável área da preguiça espiritual, para conhecer a «substância», e ouvindo as pretensões mais exageradas e os anelos mais essenciais, filtrar, chocar esses anseios e formar em consciência o que será o corpo do bem comum. Esse escopo só pode ser alcançado pela presencialidade, pois, se não, escapará à percepção.
Na nossa sociedade contemporânea tão igualada, já não existe possibilidade para monarcas de trato enfatuado, e em Portugal também raramente os houve, até porquê os príncipes eram educados pelos seus doutos preceptores precisamente para o contrário: D. Aleixo de Menezes acautelava El-Rei Dom Sebastião: “o excesso de afabilidade, senhor, não compromete a autoridade do príncipe…»
«REI SEM POVO NÃO É REI, POVO SEM REI NÃO É POVO», declarou atiladamente Dom Luís Álvares de Castro, 2.º Marquês de Cascais, tendo como interlocutor El-Rei Dom João V.
Reinar não é um ganha-pão! A função do Monarca é personificar o carácter nacional e nenhum Rei esquece que a sua função Real é um Ofício que deve desempenhar com sentido de Missão. Só o Rei terá uma superior consciência dos problemas nacionais, pois a educação de um Príncipe é orientada da forma que se entende ser a mais adequada ao melhor desempenho do seu futuro ofício de Rei, de forma a reinar da forma mais útil e favorável para o País. Reinar é uma especialização na defesa dos interesses da Nação que nunca podem ser alvo de desdém e indiferença.
A mais-valia do Monarca consiste na união entre virtude e imparcialidade, sendo a primeira o elemento principal de que depende a segunda.
Um Rei nunca cai no embaraço, pois mantém uma posição de neutralidade em relação a questões políticas, sem compromissos unilaterais que ferem a dignidade do poder moderador que se exige a um Chefe de Estado. A política, terreno de combates sem fim, pela sua própria natureza, tem esse destino singular de ser ferida e sobrecarregada, por questões, interesses e lobbies partidários, económicos ou mesmo desta ou daquela classe social. Por isso não poucas vezes o bem comum não está suficientemente garantido. Assim a função de reinar elimina os compromissos eleitorais e as promessas vãs e torna a chefia do Estado digna de confiança, porque independente de calendários e lutas eleitorais. A Monarquia funciona ainda como um símbolo de estabilidade, união e continuidade, independentemente de calendários políticos e das mudanças na política partidária.
Isso influiu no progresso das instituições, que auxiliadas pelo Rei tornam as suas intenções livres da obscuridade e da contradição dos actos. No nosso ainda novo século, como em nenhum outro antes, teve mais na moda testemunhar o maior desprezo pela política e pelas instituições, supostamente, democráticas, muito pelo que acontece nos gabinetes do actual sistema, repletos de vaidade e exercendo a autoridade achando-se detentores do poder absoluto de destruir a vontade do Povo.
Ora, com a figura do Rei que exprime a virtude da dedicação ao bem comum e, como tal, incapaz de iludir os cidadãos da Nação, a Comunidade vai fazer repercutir nas instituições democráticas essa ordem. Depois pouco mais se exigirá aos políticos, pois, recordemos as palavras do 2.º Conde de Alvellos, em “O Berço Exilado”, «Para bem governar Portugal basta ser – realmente – Bom, porque a Bondade dos Antigos Reis, fez deste Povo, o melhor dos melhores povos do Mundo».

Miguel Villas-Boas

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Dr. Ruizinho



Já ouvi falar de um caviareiro que assim é tratado pelos colegas de trabalho. Irascível, cheio de manias e adepto de teorias da conspiração contra si próprio, conseguiu ver aumentado o seu curto nome com um diminuitivo.

Mas agora, este outro Ruizinho também parece ser salgadinho da mesma lata de ovas do Cáspio. "Não quer" monárquicos no seu Partido 0,1%, mas assim à primeira vista, inclui entre os associados, Nuno Cardoso da Silva e Frederico Duarte Carvalho. Por experiência de décadas, parece impossível que alguém que tenha feito parte de uma agremiação monárquica, alguma vez consiga renegar o seu apego à Causa. E é mesmo impossível. Quanto a ex-republicanos, esses conheço-os às carradas. Bem faz o Dr. Rebelo de Sousa em afirmar aquilo que há muito todos sabemos. Vivemos numa República (de e) das Bananas. 

Querem a prova que nem ao Dr. Ruizinho poderá escapar? Aqui está, nos #22 e #56:

"A questão da monarquia versus república é, ainda hoje, para mim, do ponto de vista meramente pessoal, uma questão essencial. É minha convicção que, se hoje não há monarquia em Portugal, tal não se deve aos méritos do sistema republicano, o tal que permitiu uma ditadura de Estado Novo durante quase 50 anos, mas sim ao falhanço dos monárquicos. E isto, meus senhores, remonta, se quisermos a questões ainda mal resolvidas na sociedade portuguesas desde a guerra civil de 1832-34. Para muitos monárquicos, a data 24 de Julho, por exemplo, não significa uma avenida onde se vai apenas beber copos à noite."

* Como se lê, o Dr. Ruizinho terá monárquicos nas listas. Obrigado pela informação, Pedro Quartin Graça.

Nuno Castelo-Branco

SAR D. DUARTE PIO, DUQUE DE BRAGANÇA E CONDE DE OURÉM VISITA A VILA MEDIEVAL DE OURÉM

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A imagem regista a visita recentemente efectuada de SAR D. Duarte Pio, Duque de Bragança e Conde de Ourém e o Dr. Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, à Réplica da Casa de Nossa Senhora do Loreto, na vila medieval de Ourém.


Fonte: AUREN

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mais um aniversário do Regicídio


Fonte: Reverentia

SAR, DOM DUARTE NAS COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS DO FORAL MANUELINO DE OVAR


Quinhentos anos após D. Manuel I ter outorgado a Carta de Foral de Ovar, a cidade evoca a memória da data com a visita de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, numa sessão de comemoração da passagem de cinco séculos sobre este reconhecimento feito a Ovar.

acima

No dia em que Ovar assinalou os 500 anos dos seus forais Manuelinos, D. Duarte Pio deixou palavras de alento para os que sofrem com o avanço do mar.

Foi a 10 de fevereiro de 1514 que o Rei de Portugal, D. Manuel I, cognominado “O Venturoso”, outorgou a Carta de Foral de Ovar, tendo, no mesmo ano, a 02 de Junho, outorgado o foral do Concelho de Pereira Jusã, extinto no século XIX, e definindo o Couto de Cortegaça. Passaram, ontem, exactamente, 500 anos, e a Câmara Municipal de Ovar não deixou de assinalar a efeméride comissariada por Dom Duarte Pio, Duque de Bragança. O pretendente ao trono português mostrou-se “profundamente emocionado” com o convite para participar na sessão da Câmara vareira que representa “um povo que sabe cuidar e preserva as suas raízes, conseguindo resistir a todas as tentativas de destruição que pairam sobre elas”.

Fonte: diario aveiro




S.A.R. o Senhor Dom Duarte Duque de Bragança












Eng.º Fábio Reis, presidente da Real Associação da Beira Litoral


Fonte: PPM Braga

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

IMAGEM DE SANTA JOANA VOLTOU GRAÇAS AO FACEBOOK

Está desde ontem no museu da cidade pintura inédita da princesa, comprada em leilão por três mil euros após ter sido descoberta em Itália através da rede social.

Esteve perto de se perder para as mãos de um italiano que a arrematou num leilão em Turim, Itália, mas foi resgatada graças às contribuições de particulares e entidades privadas aveirenses. A pintura rara da princesa Santa Joana, dos finais do século XVII, foi ontem entregue ao Museu de Aveiro, onde ficará na exposição permanente.
Leia todos os pormenores no e-paper do DN.

SAR, DOM DUARTE DE BRAGANÇA NA CERIMÓNIA DA ENTREGA FORMAL DO QUADRO DA PRINCESA SANTA JOANA AO MUSEU DE AVEIRO

S.A.R. Dom Duarte Duque de Bragança entrevistado em Aveiro pela TV Monarquia Portuguesa
















S.A.R. Dom Duarte e Eng.ª Fábio Reis








O quadro foi "resgatado" num leilão em Turim, Itália, pela Associação dos Amigos do Museu de Aveiro (AMUA), com contribuições de particulares e entidades privadas, e pertencia à coleção do príncipe Amadeu de Saboia, Duque de Aosta, à qual terá chegado através da herança da Rainha D. Maria Pia, que o terá levado para o exílio, em 1910.

A peça, considerada rara e inédita, "trará uma mais-valia importantíssima na esfera do estudo da iconografia de Santa Joana Princesa, Padroeira da cidade e diocese de Aveiro, e apresenta "excelente estado" de conservação.
"Esta peça, pelo que tudo indica, terá estado na Casa Real Portuguesa e, pela sua datação e escola, poder-se-á tratar de uma peça devocional encomendada pelos Braganças na Flandres, eventualmente por D. Pedro II ou pela sua irmã, D. Catarina, Infanta de Portugal, Rainha de Inglaterra e regente de Portugal. É conhecido o empenho dos Braganças na difusão e intensificação do culto da Princesa, o que a posse desta peça evidencia, já que, no reposteiro, vê-se o escudo da Quarta Dinastia", descreve José António Cristo, conservador do Museu de Aveiro.
Para aquele especialista, a pintura, contrariamente ao que referia o texto do catálogo do leilão, "não é seguramente portuguesa mas sim flamenga, do final do século XVII [altura da beatificação, em 1693]". Sendo uma pintura de pequenas dimensões, é, no entanto, "de mão de mestre, de um pintor que domina a arte do retrato, que trabalha os panejamentos, colorido e pormenores à maneira do norte da Europa".
A cerimónia da entrega formal do quadro ao Museu de Aveiro teve lugar ontem, dia 08 de Fevereiro, na sala de exposições temporárias, na presença do herdeiro da Coroa portuguesa, D. Duarte Pio Duque de Bragança, a convite da Associação dos Amigos do Museu de Aveiro.


Amigos do Museu de Aveiro "resgatam" quadro raro de Santa Joana em Itália




Dr.ª Joana Dias Pereira










Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte Duque de Bragança 










Uma pintura rara da princesa Santa Joana, que pertenceu à rainha D. Maria Pia, foi adquirida num leilão, em Itália, pelos Amigos do Museu de Aveiro e entregue à instituição. 




S.A.R. D. Duarte Duque de Bragança com o Eng.º João Pedro.

Fonte: PPM Braga