25 de abril de 2018

Os portugueses são livres e não sabem ser outra coisa

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Independência, liberdade, quer dizer vida; e vida quer dizer – concordância entre o meio e o fim, obediência do condicional ao absoluto, sacrifício do inferior ao superior, do criador individual e animal à criatura espiritual.

O antigo português foi livre no sentido verdadeiro da palavra. As descobertas nasceram da sua própria força criadora. Nas cortes, falava, rosto a rosto ao Príncipe, e a sua lança, cravada na fronteira, assegurou a Portugal a nobre independência garantida pelo espírito de sacrifício.

Portugal foi livre, enquanto foi português nas suas obras; enquanto soube realizá-las, obedecendo apenas à sua Vontade vitoriosa.
Sem actividade criadora não há liberdade nem independência. Cada instante de liberdade é preciso construí-lo e defendê-lo como um reduto. Representa um estado de esforço alegre e doloroso; alegre, porque dá ao homem a consciência do seu valor; e doloroso porque lhe exige trabalho nos dias de paz e vida nas horas de guerra.
A escravidão é feita de descanso e de tristeza.

Teixeira de Pascoaes in «Arte de Ser Português».


24 de abril de 2018

Reais conversas



É já na próxima Sexta-feira, dia 27 de Abril que terão lugar na Casa da Cultura da Ponte da Barca, sita na Rua Dr. Joaquim Moreira de Barros, n.º   40, as “Reais Conversas com...” os Eng.ºs António de Mattos e Silva, António Borges Taveira e José de Mattos e Silva, subordinadas ao tema “Fernão de Magalhães, as Terras da Nóbrega e outras histórias…” para as quais convidamos, desde já V.ª Ex.ª, a honrar-nos com a sua presença.

No dia em passam 497 anos da morte deste ilustre navegador, venha participar nesta tertúlia e fique a saber qual ligação entre Fernão de Magalhães e os Magalhães, Senhores da Ponte da Barca.

A moderar esta Tertúlia estará a Dr.ª Maria José Gonçalves, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca.


Não Falte! 

Organização: Real Associação de Viana do Castelo e Câmara Municipal de Ponte da Barca

23 de abril de 2018

Feliz 22 de Abril, feliz dia do descobrimento do Brasil

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Foi a 22 de Abril que chegaram a Porto Seguro as treze embarcações da armada de Pedro Álvares Cabral. Começou naquele dia a aventura de evangelização e civilização que construiria através dos séculos, sob a sombra da cruz e do estandarte português, a imensa nação brasileira. Esse Brasil - português, centenário, bastião da Portugalidade nas Américas - é a grande herança de Cabral ao povo brasileiro. E é dever do povo brasileiro preservá-lo, salvar-lhe a raiz lusíada e projectá-lo para o futuro como o maior e mais forte dos países portugueses.


22 de abril de 2018

A Boa Nova, os boatos e as ‘fake news’

O Evangelho é, etimologicamente, a boa nova, mas não faltam pessoas que pensam que é um boato sem fundamento ou, pior ainda, mais uma ‘fake news’.

O Evangelho é, etimologicamente, a boa nova, mas dois mil anos depois da ressurreição de Jesus de Nazaré, ainda há quem pense que esta boa notícia é mais uma ‘fake news’ ou, pelo menos, um rumor sem fundamento.
Na verdade, a primeira referência à Páscoa cristã foi um boato falso. Quando uma jornalista de investigação, Maria Madalena, foi fazer uma reportagem ao local onde o corpo de Jesus tinha sido sepultado na antevéspera, verificou que o sepulcro estava vazio. Regressou então apressadamente a Jerusalém, onde deu a bombástica notícia: “Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram!” (Jo 20, 2).
Era verídica a ausência do cadáver, mas não a suposição de que tinha sido roubado, embora parecesse ser essa a única explicação possível para o seu misterioso desaparecimento. Por outro lado, a repórter e a sua equipa, ignorando onde estava o corpo ausente – “não sabemos onde o puseram” – supõem, erradamente, que alguém o teria levado para um paradeiro desconhecido. Embora fosse lógica a sua dedução, falham na precipitada conclusão. É este, aliás, um vício muito comum em certo jornalismo: concluir a partir de uma ilusória aparência.
Pedro e João não acreditaram na surpreendente notícia que lhes foi transmitida por Maria Madalena e, por isso, decidiram ir com ela ao sepulcro. Só quando viram que era o mesmo túmulo e que o cadáver, efectivamente, não estava lá, acreditaram nela, mas não na ressurreição. Como João esclarece, “ainda não entendiam a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos” (Jo 20, 9).
A Igreja deve tomar uma atitude crítica em relação a qualquer rumor de algo aparentemente sobrenatural. Em princípio, é da mais elementar prudência não acreditar, mesmo que dito com a melhor boa-fé. Mas também seria imprudente negar essa possibilidade, “porque a Deus nada é impossível” (Lc 1, 37). Que fazer então, quando surge o boato de uma suposta aparição, ou de um alegado milagre? O que Pedro e João fizeram: analisar os factos. Só se forem dignos de crédito, podem ser depois reconhecidos, pela Igreja, como sinais extraordinários da providência divina.
Não obstante as três vezes em que Jesus de Nazaré tinha profetizado a sua paixão, morte e ressurreição ao terceiro dia, os apóstolos resistiram o mais que puderam a esta boa nova. De facto, no dia em que a ressurreição aconteceu, não acreditaram em Maria Madalena, nem nas outras mulheres que, com ela, tinham ido ao sepulcro, nem nos discípulos que, a caminho de Emaús, tiveram um surpreendente encontro com o ressuscitado. Só acreditaram quando o viram com os seus olhos. Mas como, mesmo vendo-o, permaneciam na dúvida, Cristo não só os convidou a tocarem nas suas mãos e pés, como também comeu, na sua presença, uma posta de peixe assado (Lc 24, 42-43). Ou seja, a ressurreição de Jesus passa de mero boato a verdade de fé quando, depois de vencida a dúvida persistente dos apóstolos, ganha a consistência de um facto, ou seja, de uma evidência incontrovertível.
Mas, nem todos os rumores daquele tempo se confirmaram. São João dá conta de que entre os primeiros cristãos correu o boato de que ele, o discípulo que o Senhor amava, não morreria: “correu então entre os irmãos que aquele discípulo não morreria. Jesus, porém, não disse a Pedro: ‘Não morrerá’, mas ‘Se quero que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso?’” (Jo 21, 23). Ou seja, o próprio que dá conta do boato é também quem o desmente! Moral da história: o cristão deve ter uma fé inteligente e, por isso, não deve ser crédulo, nem ingénuo.
Para além dos rumores, a que é preciso opor um espírito razoavelmente crítico, também há as ‘fake news’, que são notícias falsas propositadamente postas a circular por quem tem a seu cargo o poder. Também não faltaram há dois mil anos…
É Mateus quem o diz: “alguns dos guardas foram à cidade e noticiaram aos príncipes dos sacerdotes tudo o que tinha sucedido. Tendo-se eles reunido com os anciãos, depois de tomarem conselho, deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, dizendo-lhes: ‘Dizei: Os seus discípulos vieram de noite e, enquanto nós estávamos a dormir, roubaram-no. (…)’. Eles, recebido o dinheiro, fizeram como lhes tinha sido indicado. E esta notícia divulgou-se entre os judeus e dura até ao dia de hoje” (Mt 28, 11-15). Comenta, a este propósito, Santo Agostinho: “astúcia miserável! Apresentas testemunhas adormecidas?! Verdadeiramente estás a dormir tu mesmo, ao imaginar semelhante explicação” (Enarrationes inPsalmos, 63, 15).
É significativo que esta notícia falsa seja o resultado de “uma grande soma de dinheiro” porque, também agora, os grupos económicos que controlam os meios de comunicação social, ‘compram’ ‘fake news’ a jornalistas menos escrupulosos, talvez até com a velada ameaça do despedimento. Algo semelhante ocorre também nas redes sociais: Mark Zuckerberg reconheceu, na sua recente audição pelo congresso norte-americano, que o Facebook tinha cometido um erro, ao bloquear o anúncio de um curso de teologia católica na universidade franciscana de Steubenville. Nessa ocasião, o senador republicano Ted Cruz confrontou-o também com o facto de mais de duas dúzias de páginas católicas terem sido suprimidas pelo Facebook. Pode ser que a sua supressão se tenha ficado a dever a um problema técnico e não a uma atitude premeditada contra a Igreja católica, até porque milhões de cristãos usam, sem restrições, essa rede social, nomeadamente para partilharem a sua fé.
As ‘fake news’ não são apenas notícias falsas, são também notícias assassinas, porque aquele que é mentiroso e pai da mentira é também homicida (cf Jo 8, 44): quando não pode matar pela guerra, pelo aborto ou pela eutanásia, mata pela mentira, como o marxismo e a ideologia do género. Pelo contrário, o Evangelho não é apenas uma notícia verdadeira, é também e principalmente uma boa nova libertadora: só a verdade nos faz verdadeiramente livres (cf Jo 8, 32).
Fonte: Observador

21 de abril de 2018

Interview de la duchesse de Bragance



Dans un entretien au magazine portugais Flash, la duchesse de Bragance évoque l’éducation de ses trois enfants et confie qu’elle insiste pour qu’ils fassent des études en vue d’avoir ensuite des perspectives professionnelles. Afonso, prince de Beira suit des études en relations diplomatiques et sciences politiques, la princesse Francisca étudie la communication et Diniz, le cadet termine ses études au lycée et semble s’orienter vers des études de gestion d’entreprises.
La duchesse évoque aussi la place de la religion dans leurs vies et l’attention médiatique qui fut parfois difficile pour les trois princes. Cliquez ici pour prendre connaissance de l’interview en portugais.

20 de abril de 2018

Almancil, uma maravilha de Portugal

Foto de Nova Portugalidade.


Embora pequena, a Igreja de São Lourenço de Almancil, no Algarve, é um dos mais belos exemplos da arte barroca em todo o mundo português. A sua fachada exterior, muito poupada em ornamentação, data do século XVII e em pouco pode fazer esperar a maravilha que é o âmago do templo. Este, coberto em rica azulejaria joanina, foi concluído na década de 30 do século XVIII e é da responsabilidade do grande azulejista português Policarpo de Oliveira Bernardes.

Refira-se ainda, para lá do magnífico conjunto de azulejos de Bernardes, o retábulo em talha dourada, obra do famoso entalhador algarvio Manuel Martins.


Foto de Nova Portugalidade.


Foto de Nova Portugalidade.


Foto de Nova Portugalidade.


19 de abril de 2018

XXIX Aniversário da Real Associação de Lisboa



No próximo dia 19 de Maio de 2018 a Real Associação de Lisboa irá celebrar o seu XXIX Aniversário, que como vem sendo tradição será assinalado com um passeio convívio que desta vez decorrerá na Margem Sul, com uma visita ao Convento da Arrábida guiada pelo nosso associado Joel Moedas Miguel, à qual se seguirá um Almoço em Alcochete para o qual está confirmada a presença de S.A.R. a Senhora Dona Isabel de Bragança em representação da Família Real Portuguesa, seguindo-se um passeio livre no centro da vila e visita à Igreja Matriz.

PROGRAMA:

09:00 – Partida de Lisboa, em autocarro, da Praça de Espanha, junto ao parque de estacionamento na esquina com Avenida de Berna;
10:20 – Chegada à Arrábida, seguindo-se visita guiada ao Convento;
13:00 – Almoço no restaurante “Alternativa" no Largo de S. João em Alcochete, que será presidido por S.A.R. a Senhora Dona Isabel de Bragança;
15:00 – Passeio livre e visita à Igreja Matriz;
16:30 – Regresso a Lisboa (Praça de Espanha).

Preço por pessoa (transporte, entradas nos monumentos e almoço):
30,00 €  Adultos
25,00 €  Jovens até aos 25 anos

  As inscrições estão abertas até dia 15 de Maio directamente na nossa sede, na Praça Luís de Camões, 46 2º Dto | 1200-243 Lisboa (de segunda-feira a quinta-feira, das 15:00 às 18:00), pelo endereço electrónico secretariado@reallisboa.pt ou pelo telefone: 213428115 no horário de atendimento. 

18 de abril de 2018

Por favor, privem-se de dizer disparates

Foto de Nova Portugalidade.


Insistem alguns historiadores desonestos no argumento de um “racismo português” igual àquele praticado por ingleses, holandeses e outros europeus e que só a ascensão de Obama à presidência dos EUA constituíra a primeira grande demonstração de paridade de direitos. A ignorância tem destas coisas, pois lembraria aos mais afoitos mistificadores que Portugal teve no século XVI os primeiros bispos negros, no século XVII um grande diplomata e príncipe das letras que dava pelo nome de António Vieira - mestiço muito escuro - e no século XVIII o primeiro primeiro-ministro misto da Europa. Obama foi, assim, como produto promocional sem novidade, apenas tido como excepção para os ignorantes da história portuguesa. Lembro que Ronald Daus - historiador de grande fôlego infelizmente pouco conhecido do público português - estudou durante décadas a antropologia racial portuguesa dispersa pelos azimutes do planeta e chegou a conclusões espantosas; a saber, que o império português foi, durante séculos, mantido, regido e administrado por negros, indianos, chineses, mistos de todos os cruzamentos e até, pasmem-se os ouvidos pudibundos, por escravos. Foi esse o segredo da nossa longevidade. Ao quebrá-lo, em 1820, com a invenção da cidadania - e depois, com a criação das colónias e províncias ultramarinas, acto de estupidez a reboque o colonialismo europeu - perdemos essa grandeza que nos fazia detestados e temidos pelos inimigos de Portugal.

MCB

17 de abril de 2018

Notícias sem destaque nos jornais

Vitrais.JPG


Por ocasião dos 100 anos da batalha de La Lys, foram inaugurados há dias na Igreja de St. James, em Twickenham nos arredores de Londres, estes vitrais em memória de S.M.F. D. Manuel II e dos combatentes portugueses na I Grande Guerra que o nosso último rei, apesar de no exílio, foi incansável no apoio. Twickenham foi a morada de exílio de D. Manuel II depois da revolução de 5 de Outubro e St. James a igreja que frequentava. Os seus paroquianos nunca o esqueceram. 


João Távora


Fonte: Corta-fitas

16 de abril de 2018

Portugal não tem fronteiras e confunde-se com o mundo



Para matar saudades da Portugalidade thai, uma pratada de Foi Thong, a sobremesa de eleição da gastronomia tailandesa. Ora, este Foi Thong foi introduzido no século XVII no Sião pelos portugueses e é nem mais que os nossos fios de ovos ("fios dourados"), também conhecido por Kanom Protuket (doce português). O mundo é sempre pequeno para nós, portugueses.